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sábado, 9 de agosto de 2014

Tecnologia: Jovem cria corretor ortográfico e quer liderar uma onda de empreendedores chineses

Zhang Yichi e sua empresa fornecem programas que ajudam no ensino de inglês na China

Jovem cria corretor ortográfico e quer liderar uma onda de empreendedores chineses/Reprodução

Jovem cria corretor ortográfico e quer liderar uma onda de empreendedores chineses


Reprodução
Jovem e talentoso, o geek Zhang Yichi chegou à Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em 2008, para atingir um novo nível de sucesso. Depois de se formar em ciência da computação na Universidade Tongji, na China, e fazer mestrado na Universidade York, no Canadá, o chinês estava interessado “na teoria e na lógica dos computadores”.
No ano seguinte, uma série de concursos mudou sua vida. Zhang e seu colega Sun Lin foram encorajados por seus professores a entrarem em uma competição por ideias de negócios promissoras. A ideia: um corretor ortográfico que funcionava melhor do que o do Microsoft Word.
A dupla ganhou o prêmio de empreendedorismo em Cambridge e outro de reconhecimento do governo britânico. Esses incentivos permitiram que os parceiros largassem o doutorado e formassem a startup Greedy Intelligence. Além do corretor, a empresa também fornece treinamento de inglês para escolas na China.
Graças a isso, Zhang foi um dos 30 destaques de empreendedorismo abaixo de 30 anos da FORBES China. Para este ano, a empresa pretende aumentar as vendas para US$ 1,6 milhão.
A inspiração de Zhang para entrar na competição em Cambridge veio da sua experiência pessoal. Ele estava frustrado com o Microsoft Word. Embora já falasse inglês fluente, queria que seus textos acadêmicos fossem checados. “Por que não desenvolver um corretor nós mesmos?”, pensou a dupla.
Hoje, a Greedy gera renda com um negócio que Zhang não havia pensado em Cambridge: educação por software. “Foi uma ferramenta de revisão que nos levou ao campo da educação”, explica. “Envolve a organização de artigos e correção de ortografia.” A empresa já forneceu seu software para uma dúzia de escolas de língua estrangeira para mais de 30 mil estudantes na China. Seus programas alteram o conteúdo de acordo com o nível dos alunos, com tratamento mais difícil para aqueles que precisam ganhar o ritmo.
Aos 29 anos, Zhang relaciona o seu sucesso às mudanças no seu país de origem. “Os jovens hoje são encorajados pela mídia [na China]”, afirma. “Há dez anos, apenas os estrangeiros tinham sucesso, isso mudou definitivamente na década passada. As ideias do governo estão mudando, e isso é bom para os jovens empreendedores lá.”
As mudanças de política na China, no entanto, podem atrapalhar tanto quanto ajudar. Algumas universidades estão dispensando a necessidade de testes de inglês como parte do sistema de ingresso nos seus cursos. Ainda assim, segundo Zhang mais de 600 mil jovens fizeram os principais testes para obter certificados de língua inglesa, como TOEFL e GRE.
“É um grande mercado”, afirma. Por isso, mesmo que o inglês já não seja a primeira escolha para os jovens empreendedores chineses que constroem startups de tecnologia, se Zhang estiver certo, pelo menos seus programas continuarão a atrair muitos estudantes em busca de um futuro melhor.
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