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| Contra a Lava Jato: Desembargador ou advogado do PT? |
Favreto, o "bolivariano" contra Moro
O advogado Rogério Favreto foi nomeado para o TRF4 por Dilma Rousseff na vaga da OAB.
Com
longa folha de serviços ao PT, é homem de confiança de Tarso Genro,
tendo sido procurador-geral de Porto Alegre na gestão do petista e
secretário nacional da Reforma do Judiciário, quando o ministro era
Tarso, entre 2007 e 2010.
Seu nome foi cogitado para o STJ no ano passado, mas a candidatura não deslanchou.
De um alto magistrado, ouvido por O Antagonista, sobre Rogério
Favreto, que votou por abrir processo disciplinar contra Sergio Moro
"Ele
é ex-secretário da 'Reforma do Judiciário', órgão de intervenção
bolivariana. Ganhou o cargo no TRF-4 sem fazer concurso público. Outro
ex-secretário da 'Reformado Judiciário", Sergio Renault, foi flagrado
fazendo combinações com o ex-ministro José Eduardo Cardozo. Alguns
ex-secretários advogam para petistas e empreiteiros enrolados.
Eram estes os 'reformadores do Judiciário'?"O voto (solitário) do desembargador contra Moro
No julgamento de quinta-feira, que reafirmou o arquivamento de
representação contra Sérgio Moro por causa do grampo da conversa entre
Lula e Dilma, o único voto contrário foi do desembargador Rogério
Favreto.
Em seu voto, Favreto repetiu os argumentos da defesa de
Lula, acusando Moro de "parcialidade" por ter se manifestado
anteriormente sobre as manifestações populares. E disse que o Judiciário
deve "pacificar as relações sociais" e não catalizar conflitos. Para
ele, Moro vestiu-se de "militante político".
O desembargador
criticou também a divulgação da interceptação telefônica em que Dilma
combina com Lula a entrega do ato de posse como ministro da Casa Civil
para blindá-lo da Lava Jato. Diz que os interlocutores foram submetidos
"a um escrutínio político e a uma indevida exposição da intimidade e da
privacidade".
Ao defender a abertura do processo administrativo,
Favreto aproveita para ironizar Moro, parafraseando os argumentos usados
pelo juiz para receber a denúncia contra Lula. "O processo éuma
oportunidade para ambas as partes."
Ainda bem que desembargadores
como Favreto são minoria no TRF-4. Assinada por 19 advogados, a
representação foi relatada por Rômulo Pizzolatti e arquivada por 13
votos contra um.
Fonte: O Antagonista




















































